Notícia Nº 1
Os jogos de computador em excesso viciam tanto o cérebro como o álcool ou a cannabis, defendem especialistas da Charité University Hospital Berlin que demonstram ainda que os efeitos de recompensa são fomentados pela libertação de dopamina.
Segundo Ralf Thalemann, do Instituto de Medicina Psicológica da Universidade Charité de Berlim, responsável pelo estudo, «as reacções cerebrais das pessoas que usam em excesso os videojogos são semelhantes às dos alcoólicos ou dos viciados na cannabis». O estudo foi apresentado no V Fórum Europeu de Investigadores de Neurociência, que até quarta-feira reúne na capital austríaca cientistas que se dedicam aos processos cerebrais.
Se os utilizadores de videojogos submetem o cérebro continuamente a certos estímulos de recompensa que causam a libertação de quantidades crescentes de dopamina, um neurotransmissor, cria-se uma «memória de habituação» que tem efeitos na actividade cerebral.
Em testes realizados em mais de 7.000 pessoas, os investigadores descobriram que mais de 10 por cento tinha essa «memória de habituação» gravada no cérebro.
A equipa de investigadores, chefiada por Thalemann, quis investigar o resultado cerebral dessa «habituação», comparando as reacções cerebrais a imagens de um videojogo em 15 jogadores «normais» e outros 15 que passavam muito tempo em frente ao ecrã do computador.
Os cientistas comprovaram que os jogadores que dedicavam mais tempo aos jogos tinham uma reacção cerebral muito mais elevada que os outros a esse estímulo, e que as imagens dos videojogos tinham uma associação positiva para eles.

Notícia Nº 2
O vício no jogo pode ser um problema familiar
A adição ao jogo é um sério problema, de ordem psiquiátrica, que pode destruir as finanças, os relacionamentos, e criar problemas para as pessoas vítimas deste mal, podendo até mesmo levar ao suicídio. Mas existiria uma tendência familiar para a ocorrência deste vício?
Um novo estudo incluiu 31 pessoas viciadas em jogar e 193 outros indivíduos, que eram parentes próximos delas. Além disso, para criar uma comparação, 31 indivíduos que não tinham problemas com o jogo também tomaram parte do estudo.
A maior parte dos indivíduos que participaram do estudo tinham problemas relacionados ao jogo por mais de dez anos. Mais da metade dos jogadores patológicos eram solteiros, divorciados, ou viúvos. Todos os parentes estudados tinham idade igual ou superior a 18 anos. Eles foram entrevistados pessoalmente ou por telefone.
Nos resultados, observou-se que entre os parentes dos jogadores patológicos, 8% eram também portadores do vício, e 12% já haviam apresentado problemas relativos a jogo. Já problemas de jogo eram muito mais raros entre os parentes de pessoas que não eram jogadores patológicos; neste grupo de parentes de não viciados, apenas 2% foram considerados como jogadores patológicos.

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