domingo, 27 de abril de 2008

Álcool e Tabaco

O alcoolismo é geralmente definido como o consumo consistente e excessivo e/ou preocupação com bebidas alcoólicas ao ponto que este comportamento interfira com a vida pessoal, familiar, social ou profissional da pessoa. O alcoolismo pode resultar em doenças, assim como, na morte. O alcoolismo é um dos problemas mundiais de uso de drogas que mais traz custos.


Álcool no sangue (gramas/litro)Estado da PessoaSintomas
0,1 a 0,5SobriedadeNenhuma influência aparente
0,3 a 1,2EuforiaPerda de eficiência, diminuição da atenção
0,9 a 2,5ExcitaçãoInstabilidade das emoções, incoordenação muscular. Menor inibição. Perda do julgamento crítico
1,8 a 3,0ConfusãoVertigens, desequilíbrio, dificuldade na fala
2,7 a 4,0EstuporVómitos, descontrolo urinário e fezes.
3,5 a 5,0ComaInconsciência, anestesia. Morte
Acima de 4,5MorteParada respiratória

O tabagismo é uma toxicomania caracterizada pela dependência psicológica do consumo de tabaco. De acordo com a Organização Panamericana da Saúde, o tabagismo é o responsável por cerca de 30% das mortes por cancro e 90% das mortes por cancro do pulmão. Ainda de acordo com a organização, não existem níveis seguros de consumo do tabaco. O método de avaliação de Fagerström é, hoje, utilizado por especialistas, para ajudar a definir a melhor estratégia para quem quer largar o cigarro. Este questionário é utilizado por médicos a fim de determinar se uma pessoa está seriamente viciada na nicotina.

Existem vários tratamentos possíveis para o vício do tabaco:

  • Psicoterapia
  • Acupuntura
  • Antidepressivos (ex: Zyban, Bupropiona)
  • Spray Nasal
  • Adesivos de Nicotina
  • Pastilhas de Nicotina

terça-feira, 8 de abril de 2008

O Vício dos jogos


Notícia Nº 1


Os jogos de computador em excesso viciam tanto o cérebro como o álcool ou a cannabis, defendem especialistas da Charité University Hospital Berlin que demonstram ainda que os efeitos de recompensa são fomentados pela libertação de dopamina.

Segundo Ralf Thalemann, do Instituto de Medicina Psicológica da Universidade Charité de Berlim, responsável pelo estudo, «as reacções cerebrais das pessoas que usam em excesso os videojogos são semelhantes às dos alcoólicos ou dos viciados na cannabis». O estudo foi apresentado no V Fórum Europeu de Investigadores de Neurociência, que até quarta-feira reúne na capital austríaca cientistas que se dedicam aos processos cerebrais.

Se os utilizadores de videojogos submetem o cérebro continuamente a certos estímulos de recompensa que causam a libertação de quantidades crescentes de dopamina, um neurotransmissor, cria-se uma «memória de habituação» que tem efeitos na actividade cerebral.

Em testes realizados em mais de 7.000 pessoas, os investigadores descobriram que mais de 10 por cento tinha essa «memória de habituação» gravada no cérebro.
A equipa de investigadores, chefiada por Thalemann, quis investigar o resultado cerebral dessa «habituação», comparando as reacções cerebrais a imagens de um videojogo em 15 jogadores «normais» e outros 15 que passavam muito tempo em frente ao ecrã do computador.

Os cientistas comprovaram que os jogadores que dedicavam mais tempo aos jogos tinham uma reacção cerebral muito mais elevada que os outros a esse estímulo, e que as imagens dos videojogos tinham uma associação positiva para eles.



Notícia Nº 2


O vício no jogo pode ser um problema familiar

A adição ao jogo é um sério problema, de ordem psiquiátrica, que pode destruir as finanças, os relacionamentos, e criar problemas para as pessoas vítimas deste mal, podendo até mesmo levar ao suicídio. Mas existiria uma tendência familiar para a ocorrência deste vício?

Um novo estudo incluiu 31 pessoas viciadas em jogar e 193 outros indivíduos, que eram parentes próximos delas. Além disso, para criar uma comparação, 31 indivíduos que não tinham problemas com o jogo também tomaram parte do estudo.


A maior parte dos indivíduos que participaram do estudo tinham problemas relacionados ao jogo por mais de dez anos. Mais da metade dos jogadores patológicos eram solteiros, divorciados, ou viúvos. Todos os parentes estudados tinham idade igual ou superior a 18 anos. Eles foram entrevistados pessoalmente ou por telefone.

Nos resultados, observou-se que entre os parentes dos jogadores patológicos, 8% eram também portadores do vício, e 12% já haviam apresentado problemas relativos a jogo. Já problemas de jogo eram muito mais raros entre os parentes de pessoas que não eram jogadores patológicos; neste grupo de parentes de não viciados, apenas 2% foram considerados como jogadores patológicos.






As Drogas

Normalmente, associa-se as drogas a dependentes e viciados, mas nem sempre é assim. As drogas podem ser utilizadas com fins hospitalares e médicos. Abaixo há uma lista das 7 drogas mais conhecidas:

Cannabis: A cannabis indica diferencia-se da cannabis sativa por ser mais rasteira alem de produzir mais resina rica em alcalóides que induzem ao relaxamento muscular e sedativo, enquanto a cannabis sativa tem menos resina e uma combinação de substancias activas que proporcionam um efeito menos sedativo e mais eufórico.


Cocaína: A cocaína pode causar malformações e atrofia do cérebro, malformações dos membros da criança se usada durante a gravidez. Ela pode ser detectada nos cabelos durante muito tempo após consumo, e o seu uso pela mãe é comprovado deste forma em bebes, os efeitos imediatos causam danos cerebrais microscópicos significativos com cada dose. Os efeitos das altas doses são convulsões e depressão neuronal.



Haxixe: os efeitos da haxixe são: aumento da sensibilidade, maior percepção de cores, sons, texturas e paladar, aumento de apetite, percepção efectuada do tempo e espaço, aumento de capacidade de introspecção, aumento do desejo sexual, sensação de relaxamento, vontade de rir, olhos avermelhados, boca seca, alivio do stress e taquicardia.




Cogumelo: os seus efeitos são: desorientação, sono, falta de coordenação, salivação, perda de controlo da urina e fezes, lacrimejamento, cólicas, náuseas, vómitos, queda de ritmo cardíaco e da pressão arterial. É semelhante ao LSD.


Anfetamina: leva o coração e os sistemas orgânicos a funcionarem a alta velocidade. Resultado: o batimento cardíaco é acelerado e a pressão sanguínea sobe bastante ao agir sobre os centros de controlo do hipótalamo, ao mesmo tempo que reduz a actividade gastrointestinal, a droga inibe o apetite e o seu efeito pode durar de quatro a catorze horas, dependendo da dose.


Ecstasy: A metileno dioximetafetamina (MDMA), mais conhecida por Ecstasy é uma droga moderna sintetizada (feita em laboratório), neorotóxica, cujo efeito na fisiologia humana é o bloqueio da reabsorção da seretomina, dopamina e noradrenalina no cérebro, causando euforia, sensação de bem-estar .As alterações ao nível do tacto promovem o contacto físico, embora não tenha propriedades afrodisíacas, como se pensa. 
É vendido sob a forma de comprimidos e ocasionalmente em cápsulas. Embora estudos mostrem que a neurotoxicidade do Ecstasy não cause danos permanentes em doses recreativas, ainda se suspeita que o consumo de Ecstasy cause tais danos a cada dose, e perigo de desenvolvimento de doenças psicóticas (e.g. esquizofrenia). Os estudos a respeito do ecstasy em humanos são pouco difundidos por questões legais que proíbem ministrar doses de MDM A em humanos.

Morfina: A morfina é um fármaco narcótico dos grupos das opiáceas que é usado no tratamento sintomático da dor.